Publicado em 20/12/2013 por
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Sinteac/JF combate atrasos de pagamento nas terceirizadas

JUIZ DE FORA/MG - O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação de Juiz de Fora-MG (Sinteac/JF), liderado pelo presidente, Sérgio Félix, promoveu manifestação pacífica, dia 17/12, no Instituto Federal Sudeste (IFET) para contestar atrasos salariais, no fornecimento do vale transporte, do ticket alimentação e no pagamento do 13º salário dos funcionários da Conservadora JK Serviços e Conservação Ltda., prestadora de serviços no Instituto.

No dia seguinte, o sindicato esteve à frente dos profissionais terceirizados da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que protestaram, no Pórtico Norte do Campus, na saída para o Bairro São Pedro, contra quatro empresas que, segundo os trabalhadores, teriam atrasado os salários de dezembro e o pagamento de benefícios como os vales transporte e alimentação, além do 13º salário. Também há queixas de assédio moral e ameaça de demissão e corte de ponto. As empresas alegam falta de repasse de verbas por parte da contratante.

Cerca de 20 funcionários das empresas Terceiriza Serviços, PH Service, Adcom e Classe A se concentraram no local por quarenta minutos, quando fizeram panfletagem e denunciaram a transeuntes a situação da categoria. O presidente do sindicato, Sérgio Félix, condenou a prática constante de atrasos em pagamento de salários e benefícios entre as empresas contratadas pela universidade. "A categoria decidiu se mobilizar em defesa dos profissionais de limpeza e conservação e, também, de outros trabalhadores que prestam serviços à UFJF e sofrem o mesmo problema."

“As ameaças permanentes que são feitas aos trabalhadores têm o objetivo de intimidar os protestos da categoria contra esse descalabro”, acusa Sérgio Félix, apontando ameaças de corte do ponto e até demissão aos participantes da paralisação.

EXPLICA, MAS NÃO JUSTIFICA - A UFJF declara a existência de dez contratos com terceirizadas na atualidade, dos quais cinco se encontram com notas fiscais de novembro em aberto: dois referentes à Adcom e três referentes à Terceiriza. As cinco notas fiscais foram recebidas com atraso pela UFJF e aguardam nova liberação de recursos do setor financeiro do Ministério da Educação, que já foi notificado sobre a situação. Segundo a assessoria da universidade, o próprio reitor, Henrique Duque, tem trabalhado para agilizar a liberação da verba, que informa a dificuldade das instituições dependentes de repasses da União no final de ano. Quanto à PH Service e à Classe A, a UFJF informou que a primeira está com o pagamento em dia. As notas fiscais relativas ao mês de novembro foram pagas dia 11 de dezembro. O mesmo vale para a empresa Classe A, que também teve pagamento aprovado na última semana.

Em 2013, a universidade enfrentou problemas trabalhistas com empresas contratadas. Em maio, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apurou denúncias referentes a 20 funcionários da empresa terceirizada encarregada das obras do Hospital Universitário (HU), atuando em condições adversas e trabalhando em alojamentos precários, sem alimentação adequada. Entre os vigilantes que trabalhavam para a empresa JK/MG, a ocorrência de atraso de pagamentos se arrasta desde 2009.

 

Renato Ilha, jornalista (MTE 10.300)